Na deformidade de SPRENGEL, o tratamento cirúrgico deve incluir a ressecção do osso omovertebral de modo
- subperiosteal e depois dos 3 anos de idade.
- subperiosteal e antes dos 3 anos de idade.
- extraperiosteal e depois dos 3 anos de idade.
- extraperiosteal e antes dos 3 anos de idade.
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Conceito-chave
A deformidade de Sprengel. É a elevação congênita da escápula, a anomalia congênita mais comum da cintura escapular. Na embriologia, a escápula se forma na altura de C4 a C5 e desce até o nível de T2 a T7 entre a 9ª e a 12ª semana. Na deformidade de Sprengel, essa descida falha.
As características da escápula.
- Pequena (hipoplásica) e com forma alterada: mais larga que alta.
- Elevada e rodada: o ângulo inferior fica medial e o glenoide aponta para baixo (rotação para baixo).
- Barra omovertebral em cerca de um terço dos casos: uma ponte fibrosa, cartilaginosa ou óssea que liga o ângulo superomedial da escápula aos processos espinhosos ou lâminas de C4 a C7.
- Os músculos periescapulares são hipoplásicos.
A clínica. O ombro fica mais alto, com o pescoço aparentemente curto. A abdução fica limitada, porque a escápula não consegue rodar no tórax (o ritmo escapulotorácico está bloqueado); a abdução fica restrita à glenoumeral, em torno de 90° a 120°.
As associações. Klippel-Feil (fusão de vértebras cervicais), escoliose congênita, costelas anômalas, espinha bífida e anomalias renais.
A classificação de Cavendish (estética).
| Grau | Aspecto |
|---|---|
| 1 | Muito leve: ombros nivelados; deformidade invisível vestido |
| 2 e 3 | Leve a moderada: elevação de 2 a 5 cm, visível vestido |
| 4 | Grave: ângulo superior perto do occipital |
O tratamento. Formas leves: observação e fisioterapia. Cirurgia de preferência entre 3 e 8 anos (Woodward: transposição da origem do trapézio; Green: liberação e abaixamento), com ressecção da barra omovertebral. O risco principal é a lesão do plexo braquial ao abaixar a escápula, por isso associa-se a osteotomia da clavícula nas correções maiores.
A ressecção da barra omovertebral. A barra (fibrosa, cartilaginosa ou óssea) prende a escápula à coluna cervical e é um dos principais obstáculos ao abaixamento. Deve ser ressecada de modo extraperiosteal, incluindo o periósteo, porque o periósteo deixado pode formar osso novo e reconstituir a barra. A cirurgia é feita depois dos 3 anos (em geral entre 3 e 8 anos): antes, as estruturas são pequenas e o risco anestésico e técnico é maior; depois de 8 anos, o risco de lesão do plexo braquial ao abaixar a escápula aumenta, e os resultados pioram. Ressecam-se também a borda superomedial da escápula (que é proeminente) e, nas correções maiores, osteotomiza-se a clavícula para proteger o plexo.
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