Na tíbia vara de BLOUNT, de acordo com a classificação de LANGENSKIÖLD, as imagens a seguir correspondem ao tipo

- III.
- IV.
- V.
- VI.
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Conceito-chave
As imagens. A radiografia mostra a metáfise medial da tíbia proximal com uma depressão profunda, e a linha pontilhada destaca a epífise descendo e ocupando essa depressão. O desenho ao lado confirma: a porção medial da epífise se inclina para baixo e preenche o degrau metafisário, ainda com a fise visível, sem ponte óssea. É o estágio IV de Langenskiöld.
A doença de Blount. É a tíbia vara por distúrbio de crescimento da porção posteromedial da fise proximal da tíbia. A carga excessiva sobre o compartimento medial (em crianças obesas que andam cedo, com varo fisiológico persistente) comprime e inibe o crescimento da fise medial, enquanto a lateral continua crescendo. O resultado é um varo progressivo com angulação aguda logo abaixo do joelho, rotação interna da tíbia e, às vezes, recurvato.
| Forma | Idade | Perfil |
|---|---|---|
| Infantil | Antes dos 4 anos | Obesa, marcha precoce, frequentemente bilateral, deformidade intensa |
| Juvenil e do adolescente | Após 4 e após 10 anos | Obeso, geralmente unilateral, varo menor |
O ângulo metáfise-diafisário de Drennan ajuda a separar Blount do varo fisiológico na criança pequena: acima de 16° sugere Blount; abaixo de 11°, varo fisiológico.
A classificação de Langenskiöld descreve seis estágios radiográficos progressivos da forma infantil.
| Estágio | Achado |
|---|---|
| I | Irregularidade metafisária medial com bico |
| II | Depressão em degrau na metáfise medial |
| III | Degrau mais profundo, metáfise fragmentada |
| IV | A epífise desce e preenche a depressão metafisária medial |
| V | Placa epifisária dupla: uma fenda separa a parte medial da epífise |
| VI | Ponte óssea entre a epífise e a metáfise medial (fechamento fisário medial) |
Por que o estágio importa. Até o estágio III ou IV, a fise medial ainda pode crescer: órtese (antes dos 3 anos) ou osteotomia valgizante precoce, idealmente antes dos 4 anos, podem resolver. Nos estágios V e VI, há lesão fisária estabelecida, e o tratamento inclui ressecção da ponte óssea, elevação do platô medial e epifisiodese lateral, além da osteotomia.
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