Na paralisia cerebral, o tipo atetoide apresenta acometimento no nível:
- piramidal
- cerebelar
- ventricular
- extrapiramidal
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Conceito-chave
Duas formas de classificar a paralisia cerebral. A paralisia cerebral (PC) pode ser classificada por topografia (que membros são acometidos) e pelo tipo de distúrbio do movimento. A classificação fisiológica, associada a Phelps e a outros autores clássicos, relaciona o tipo de distúrbio motor ao local da lesão cerebral.
Os tipos de PC e o local da lesão.
| Tipo | Local da lesão | Característica clínica |
|---|---|---|
| Espástico | Córtex motor e trato piramidal (corticoespinhal) | Hipertonia velocidade-dependente, hiper-reflexia, Babinski, clônus |
| Discinético (atetoide, distônico, coreico) | Núcleos da base (extrapiramidal) | Movimentos involuntários, tônus flutuante |
| Atáxico | Cerebelo | Incoordenação, marcha de base alargada, tremor intencional |
| Misto | Vários locais | Combinação, geralmente espasticidade com discinesia |
A forma espástica é a mais comum, em cerca de 70 a 80% dos casos. É a que mais se beneficia de tratamento ortopédico: alongamentos, transferências tendíneas e osteotomias.
A forma discinética. Classicamente, era associada à asfixia aguda grave no parto a termo (lesão dos núcleos da base e do tálamo) e ao kernicterus (hiperbilirrubinemia). O tônus varia: o paciente pode estar hipotônico em repouso e hipertônico ao tentar se mover.
Por que a cirurgia é arriscada na discinética. O tônus muda o tempo todo, e o resultado é imprevisível. Um alongamento pode produzir a deformidade oposta. Por isso, as cirurgias de partes moles são evitadas nesses pacientes.
A forma atáxica é a mais rara. Muitas vezes é de origem genética, e não por lesão perinatal.
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