No hálux rígido, a queilectomia é indicada quando existe preservação do espaço articular.
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Conceito-chave
O hálux rígido. É a artrose da primeira metatarsofalângica (MTF). A dor e a perda da dorsiflexão (extensão) do hálux aparecem sobretudo na fase de impulso da marcha. Um osteófito dorsal na cabeça do primeiro metatarso bloqueia mecanicamente a dorsiflexão e dói ao atrito com o calçado.
A classificação de Coughlin e Shurnas gradua pela dorsiflexão, pela radiografia e pelo exame.
| Grau | Achados |
|---|---|
| 0 | Rigidez sem alteração radiográfica |
| 1 | Osteófito dorsal pequeno, espaço articular preservado |
| 2 | Osteófito moderado, estreitamento leve do espaço articular |
| 3 | Osteófitos grandes, estreitamento importante, dor só nos extremos do movimento |
| 4 | Como o 3, com dor no meio do arco de movimento (artrose global) |
A queilectomia. É a ressecção do osteófito dorsal e de cerca de 20 a 30% da porção dorsal da cabeça do metatarso, com liberação da cápsula, para recuperar a dorsiflexão. Ela preserva a articulação e só funciona quando ainda há cartilagem na maior parte da superfície articular, ou seja, quando o espaço articular está preservado (graus 1, 2 e alguns 3).
Quando a queilectomia não basta.
- Artrose global com dor no meio do arco (grau 4) e espaço articular perdido: artrodese da primeira MTF, o padrão-ouro, com alívio duradouro da dor.
- Opções intermediárias: osteotomia de Moberg (dorsiflexão da falange proximal, associada à queilectomia), artroplastias de interposição ou implantes, com resultados variáveis.
Na prática. O teste mais útil para decidir é se a dor aparece no meio do arco de movimento (artrose global, artrodese) ou só no fim da dorsiflexão (impacto do osteófito, queilectomia).
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