Questão: Na lesão isolada da sindesmose tibiofibular, o tipo III de EDWARDS e DeLEE corresponde à
- luxação posterior da fíbula.
- subluxação superior do tálus.
- subluxação lateral com deformidade plástica da fíbula.
- luxação anterior da fíbula.
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Conceito-chave
Lesão isolada da sindesmose tibiofibular: Edwards e DeLee. A sindesmose tibiofibular distal mantém a fíbula encaixada na incisura fibular da tíbia. É formada pelos ligamentos tibiofibular anteroinferior, posteroinferior, transverso e interósseo, além da membrana interóssea. Diástase sem fratura é rara e fácil de passar despercebida.
Classificação de Edwards e DeLee (diástase sem fratura).
| Tipo | Descrição |
|---|---|
| I | Subluxação lateral da fíbula, sem fratura |
| II | Subluxação lateral com deformidade plástica da fíbula |
| III | Subluxação ou luxação posterior da fíbula |
| IV | Luxação superior do tálus entre a tíbia e a fíbula |
Por que importa. O tálus acompanha a fíbula: desvio lateral de 1 mm do tálus reduz a área de contato tibiotalar em cerca de 40% (Ramsey e Hamilton), favorecendo artrose. A lesão é reconhecida na radiografia em AP e encaixe:
- Espaço claro tibiofibular maior que 6 mm (medido 1 cm acima da articulação).
- Sobreposição tibiofibular reduzida.
- Espaço claro medial aumentado.
- Tomografia comparativa e radiografias em estresse ajudam nos casos duvidosos.
Tratamento. Redução da fíbula na incisura e fixação com parafuso(s) transindesmal(is) ou dispositivo de sutura com botão. No tipo III, a fíbula luxada posteriormente pode ficar presa atrás da tíbia e exigir redução aberta; no tipo II, a deformidade plástica pode exigir osteotomia da fíbula para permitir a redução.
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