A instabilidade ligamentar crônica lateral do tornozelo tem como fatores predisponentes o
- antepé valgo e o mediopé cavo.
- antepé valgo e o mediopé plano.
- primeiro raio em flexão e o mediopé cavo.
- primeiro raio em extensão e o mediopé plano.
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Conceito-chave
A instabilidade lateral crônica do tornozelo é a sensação repetida de que o tornozelo "vira" ou falseia, depois de entorses. Além dos ligamentos frouxos, o formato do pé pode predispor a ela, e o principal culpado é o pé cavovaro.
No pé cavovaro:
o primeiro raio (o 1º metatarso com o dedão) está em flexão, ou seja, apontado para baixo;
o mediopé é cavo, com o arco alto;
o retropé fica em varo, com o calcanhar virado para dentro.
Por que isso favorece a entorse? O 1º metatarso baixo toca o chão primeiro e empurra o pé, levando o calcanhar para varo. Com o calcanhar já inclinado para dentro, a linha de carga passa mais para o lado de fora do pé, e qualquer apoio irregular faz o tornozelo virar com mais facilidade. Os ligamentos laterais ficam sobrecarregados a cada passo.
Outros fatores que contribuem são a frouxidão ligamentar, a perda do equilíbrio e da percepção da posição do tornozelo (propriocepção) e a fraqueza dos fibulares, os músculos que fazem a eversão e protegem contra a entorse.
Consequência prática: quando o paciente com instabilidade tem um pé cavovaro, reconstruir só o ligamento não basta. É preciso corrigir o alinhamento também, por exemplo com uma osteotomia do calcâneo que o desloca para fora e uma osteotomia que levanta o 1º metatarso. O teste de Coleman ajuda a saber se o varo do calcanhar é causado pelo 1º raio baixo.
Na prova: o pé cavo com primeiro raio em flexão predispõe à instabilidade lateral crônica do tornozelo.
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