Entre as opções de tratamento cirúrgico para o hálux rígido, a queilectomia tem a função de
- Aumentar a força de propulsão durante a marcha.
- Descomprimir a articulação metatarsofalangeana.
- Estabilizar a articulação metatarsofalangeana do hálux.
- Aliviar o impacto mecânico da falange proximal no osteófito dorsal.
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Conceito-chave
O hálux rígido é a artrose da articulação metatarsofalângica do dedão. Nas fases iniciais, ela costuma ficar concentrada na parte de cima da articulação. Ali cresce um osteófito dorsal, um bico de osso na cabeça do 1º metatarso.
De onde vem a dor? Toda vez que o dedão se levanta (dorsiflexão), a base da falange proximal bate nesse osteófito. Isso acontece principalmente no momento em que o pé sai do chão na marcha, quando o dedão precisa de cerca de 60° de dorsiflexão. É aí que o paciente sente dor.
O que a queilectomia faz? O cirurgião retira o osteófito e uma parte da porção de cima da cabeça do metatarso. Com isso, elimina o ponto de impacto entre a falange e o osso e devolve espaço para o dedão subir. Durante a cirurgia, a meta é conseguir pelo menos cerca de 70° de dorsiflexão passiva.
Quando ela funciona? Nos graus iniciais da doença, quando ainda existe cartilagem boa na parte de baixo da articulação. A queilectomia não repõe cartilagem perdida. Nos graus mais avançados, com dor no meio do arco de movimento (sinal de artrose difusa), ela tende a falhar, e a artrodese (fusão) passa a ser a melhor opção.
Às vezes, a queilectomia é combinada com a osteotomia de Moberg, que retira uma pequena cunha da parte de cima da falange para deixar o dedão mais levantado.
Na prova: a queilectomia alivia o impacto da falange proximal contra o osteófito dorsal.
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