No tratamento cirúrgico da instabilidade lateral crônica do tornozelo, a técnica de CHRISMAN-SNOOK utiliza para a reconstrução o tendão
- fibular curto.
- fibular longo.
- plantar delgado.
- flexor longo do hálux.
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Conceito-chave
A instabilidade lateral crônica do tornozelo surge depois de entorses repetidas, quando os ligamentos do lado de fora (o talofibular anterior e o calcaneofibular) ficam frouxos. Quando a fisioterapia não resolve, as cirurgias se dividem em dois grandes grupos.
Reconstruções anatômicas, a primeira escolha:
Broström-Gould: o cirurgião encurta e reinsere os próprios ligamentos do paciente e os reforça com o retináculo extensor inferior, uma faixa fibrosa da frente do tornozelo. Usa o tecido local e preserva o movimento da articulação subtalar.
Tenodeses (reconstruções não anatômicas): usam um tendão vizinho para fazer o papel dos ligamentos. As clássicas (Watson-Jones, Evans e Chrisman-Snook) usam o tendão fibular curto.
Como é o Chrisman-Snook: o cirurgião divide o fibular curto ao meio no sentido do comprimento. Uma das metades continua presa embaixo, na base do 5º metatarso, e é passada por túneis na fíbula e no calcâneo. Assim, recria ao mesmo tempo o talofibular anterior e o calcaneofibular.
O preço das tenodeses: como o tendão não reproduz exatamente o trajeto dos ligamentos, ele trava em parte a subtalar e reduz a eversão. Por isso, hoje elas são usadas como alternativa de resgate: quando o Broström falhou, quando o tecido local é ruim ou em pessoas com frouxidão ligamentar generalizada. Muitas vezes, são substituídas por reconstruções anatômicas com enxerto livre.
Na prova: Chrisman-Snook usa metade do tendão fibular curto.
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