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Questão de Dedos menores em garra e em martelo (TEOT 2023)

Pé e tornozeloDedos menores em garra e em marteloTEOT 2023

No tratamento cirúrgico da deformidade em martelo flexível dos pododáctilos, a técnica de GIRDLESTONE-TAYLOR-PARRISH consiste na

  1. ressecção dos côndilos da falange média com interposição.
  2. tenotomia do flexor longo dos dedos associada à secção dos ligamentos colaterais.
  3. transferência do tendão flexor longo dos dedos para o capuz extensor da articulação interfalângica proximal.
  4. tenotomia do tendão flexor longo dos dedos associada à fixação temporária da articulação interfalagiana proximal.
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Gabarito: C · transferência do tendão flexor longo dos dedos para o capuz extensor da articulação interfalângica proximal.

Conceito-chave

Os dedos menores (do segundo ao quinto) podem desenvolver deformidades que recebem nomes diferentes conforme a articulação acometida. Cada dedo tem três articulações: a metatarsofalângica (MTF, na base do dedo), a interfalângica proximal (IFP, no meio) e a interfalângica distal (IFD, na ponta).

Dedo em martelo: a principal deformidade é a flexão da IFP, com o meio do dedo dobrado para baixo.

Dedo em garra: a MTF fica em hiperextensão (a base do dedo sobe) e as interfalângicas ficam flexionadas.

Dedo em malho: a flexão é só na IFD, a ponta do dedo.

Por que acontece? O dedo tem músculos longos, que vêm da perna (o flexor longo dos dedos e o extensor longo), e músculos pequenos do próprio pé, os intrínsecos. Os intrínsecos têm a tarefa de dobrar a base do dedo (MTF) e esticar as interfalângicas. Quando eles falham, os músculos longos ficam sem oposição e o dedo se curva.

Também é fundamental saber se a deformidade é flexível (o examinador consegue corrigi-la com a mão) ou rígida.

A técnica de Girdlestone-Taylor (às vezes citada com Parrish) é usada na deformidade flexível. O cirurgião solta o tendão do flexor longo dos dedos da ponta do dedo, divide-o em duas tiras, passa cada uma por um lado da falange proximal e as sutura juntas por cima, no capuz extensor (a expansão do tendão extensor no dorso do dedo). Com isso, o flexor longo passa a fazer exatamente o papel dos intrínsecos: dobra a MTF e estica as interfalângicas.

Na deformidade rígida, a transferência não resolve, e se recorre a cirurgias ósseas, como ressecar a cabeça da falange proximal ou fundir a IFP.

Na prova: Girdlestone-Taylor é a transferência do flexor longo para o capuz extensor, no dedo flexível.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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