Na confecção dos portais artroscópicos do tornozelo, para visualizar o nervo fibular superficial e evitar sua lesão iatrogênica, devemos realizar a
- flexão dorsal do tornozelo.
- flexão plantar e eversão do pé.
- flexão plantar e inversão do pé.
- pronação e rotação externa do tornozelo.
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Conceito-chave
Na artroscopia do tornozelo, os instrumentos entram por pequenos cortes na frente da articulação, os portais. O maior risco é lesar nervos que passam logo abaixo da pele.
O nervo mais lesado é o nervo fibular superficial. Ele atravessa a fáscia da perna alguns centímetros acima do maléolo lateral, divide-se em ramos e cruza a região do portal anterolateral. Se for cortado, o paciente fica com formigamento ou dormência no dorso do pé.
Para enxergá-lo antes de fazer o portal, existe uma manobra: flexão plantar do tornozelo (pé para baixo) com inversão (pé virado para dentro). Essa posição estica o nervo, que passa a aparecer sob a pele como um cordão, principalmente em pessoas magras. Dobrar o quarto dedo ajuda a realçar um dos ramos. O cirurgião marca o trajeto com caneta antes de começar.
Outros cuidados com os portais:
O portal anteromedial, do lado de dentro do tendão tibial anterior, costuma ser feito primeiro. Perto dele passam a veia e o nervo safenos.
O portal anterolateral é feito sob visão direta, com a luz da câmera iluminando a pele por dentro.
Corta-se só a pele, e o caminho até a articulação é aberto com uma pinça romba, sem cortar.
Evita-se o portal central, na frente do tornozelo, por causa da artéria dorsal do pé e do nervo fibular profundo.
Nos portais de trás, o nervo em risco do lado de fora é o sural.
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