Na tuberculose óssea, quando há presença de lesões isoladas no pé, os ossos mais acometidos são:
- Tálus e navicular.
- Tálus e calcâneo.
- Cuboide e calcâneo.
- Navicular e cuboide.
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Conceito-chave
Tuberculose no pé. É uma forma rara de tuberculose osteoarticular, menos de 10% dos casos, mas importante porque o diagnóstico costuma atrasar meses: o quadro é arrastado e confundido com entorse, artrite ou tumor.
Onde o bacilo se instala. A disseminação é hematogênica e o bacilo prefere o osso esponjoso de maior volume, rico em medula vermelha e bem vascularizado. No pé, os ossos que reúnem essas características são os grandes ossos do retropé:
- o calcâneo, o osso do tarso mais acometido;
- o tálus, o segundo em frequência.
Os ossos menores do médio-pé (navicular, cuboide, cuneiformes) e os metatarsos podem ser atingidos, mas com menor frequência, e quando há lesão disseminada no tarso a infecção se espalha pelas articulações e bainhas sinoviais.
Apresentação.
- Dor e aumento de volume insidiosos, claudicação, às vezes fístula com secreção.
- Radiografia: área lítica mal delimitada, osteopenia ao redor e pouca reação periosteal ou esclerose. Essa desproporção entre a destruição óssea e a pouca reação é a pista que diferencia de uma osteomielite piogênica crônica ou de um tumor.
- Lesão cística no calcâneo de adulto jovem em área endêmica deve incluir tuberculose no diagnóstico diferencial.
Diagnóstico e tratamento. Biópsia com cultura, pesquisa de BAAR, PCR e histologia (granuloma caseoso). Tratamento clínico com esquema antituberculoso prolongado; cirurgia para desbridamento de sequestros, abscessos ou deformidades.
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