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Questão de Osteoporose: diagnóstico (SBOT-SP)

OsteometabólicasOsteoporose: diagnósticoSBOT-SP

A osteoporose do tipo II caracteriza-se por

  1. perda óssea acelerada do osso medular e aumento do número de osteoblastos.
  2. perda óssea lenta do osso medular e diminuição do número de osteoblastos.
  3. perda óssea acelerada do osso cortical e aumento do número de osteoblastos.
  4. perda óssea lenta do osso cortical e diminuição do número de osteoblastos.
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Gabarito: D · perda óssea lenta do osso cortical e diminuição do número de osteoblastos.

Conceito-chave

Dois tipos de osteoporose primária. Riggs e Melton separaram a osteoporose involutiva em dois padrões com mecanismos, idades e fraturas diferentes.

AspectoTipo I, pós-menopausaTipo II, senil
Idade50 a 65 anos, mulheresAcima de 70 anos, mulheres e homens (2:1)
Velocidade da perdaAceleradaLenta
Osso mais atingidoTrabecularCortical e trabecular
MecanismoFalta de estrogênio, osteoclastos hiperativosEnvelhecimento do osteoblasto, menor formação
Fraturas típicasVértebra (esmagamento), rádio distalColo do fêmur, úmero proximal, pelve, vértebra em cunha

Por que o tipo II é lento e cortical.

  • Com o envelhecimento, as células precursoras da medula se diferenciam menos em osteoblastos e mais em adipócitos; o número e a atividade dos osteoblastos diminuem. Cada ciclo de remodelação deixa um pequeno déficit, que se acumula ao longo de décadas.
  • A absorção intestinal de cálcio cai e a síntese de vitamina D ativa diminui, levando a hiperparatireoidismo secundário, que favorece a reabsorção cortical endosteal.
  • O córtex afina e se torna poroso, e por isso as fraturas típicas são as de ossos com predomínio cortical, como o colo femoral.

Comparação com o tipo I. No tipo I, a falta de estrogênio solta o freio dos osteoclastos, a remodelação dispara e a perda trabecular é rápida nos primeiros anos após a menopausa. Há aumento da atividade de reabsorção, não diminuição de osteoblastos.

Implicação terapêutica. No idoso, com formação óssea reduzida, os anabólicos (teriparatida, romosozumabe) têm papel importante nos casos graves, ao lado de cálcio, vitamina D e prevenção de quedas.

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