No tratamento da osteoporose, o medicamento que aumenta a formação de massa óssea, e o seu tempo máximo de uso recomendado é
- a teriparatida, 12 meses.
- a teriparatida, 24 meses.
- ácido zoledrônico, 36 meses.
- ácido zoledrônico, 60 meses.
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Conceito-chave
O osso se renova o tempo todo. O remodelamento ósseo acontece em unidades em que os osteoclastos reabsorvem o osso velho e os osteoblastos formam osso novo. Na osteoporose, a reabsorção supera a formação, e o osso perde massa e qualidade.
A esclerostina. É uma proteína produzida pelos osteócitos (as células que vivem dentro do osso). Ela bloqueia a via Wnt nos osteoblastos, ligando-se aos receptores LRP5 e LRP6. A via Wnt é o "acelerador" da formação óssea. Ou seja, a esclerostina é um freio natural da formação de osso. Quando o osso recebe carga mecânica, a produção de esclerostina cai e o osso se forma.
As doenças que comprovaram esse papel: na esclerosteose e na doença de van Buchem, mutações que eliminam a esclerostina levam a ossos muito densos.
O romosozumabe. É um anticorpo monoclonal que se liga à esclerostina e a neutraliza. Sem o freio, a via Wnt fica ativa, e o resultado é um efeito duplo:
- Aumenta a formação óssea (osteoblastos mais ativos).
- Reduz a reabsorção (os osteoblastos produzem mais osteoprotegerina e menos RANKL).
É um tratamento anabólico com ação antirreabsortiva. Aumenta muito a densidade mineral óssea em 12 meses e reduz fraturas vertebrais e não vertebrais.
Como é usado.
- Uma injeção subcutânea por mês, durante 12 meses.
- Depois, é obrigatório continuar com um antirreabsortivo (bisfosfonato ou denosumabe), para manter o ganho.
- Indicado para osteoporose de alto risco de fratura (fraturas recentes, densidade muito baixa).
- Cuidado: nos estudos, houve um sinal de aumento de eventos cardiovasculares (infarto, AVC). É evitado em quem teve infarto ou AVC recente.
Os mecanismos dos tratamentos da osteoporose.
| Droga | Mecanismo |
|---|---|
| Bisfosfonatos (alendronato, zoledronato) | Inibem os osteoclastos (ligam-se à hidroxiapatita) |
| Denosumabe | Anticorpo contra o RANKL: impede a formação e a ativação dos osteoclastos |
| Teriparatida, abaloparatida | Análogos do PTH, em doses intermitentes: estimulam os osteoblastos (anabólicos) |
| Romosozumabe | Anticorpo contra a esclerostina: forma osso e reduz a reabsorção |
| Moduladores seletivos do receptor de estrogênio (raloxifeno) | Ação estrogênica no osso: reduzem a reabsorção |
A teriparatida em detalhe. É o fragmento ativo (1-34) do PTH. Dado em injeções diárias (doses intermitentes), estimula mais a formação que a reabsorção, ao contrário do PTH contínuo e alto do hiperparatireoidismo. É um anabólico: aumenta a densidade, sobretudo na coluna, e reduz as fraturas vertebrais e não vertebrais.
O tempo máximo de uso: 24 meses. O limite foi definido porque, em ratos tratados com doses muito altas por toda a vida, apareceu osteossarcoma. Esse risco não foi confirmado em humanos, e algumas agências flexibilizaram o limite, mas a recomendação clássica é de até 24 meses na vida. Depois, é obrigatório continuar com um antirreabsortivo (bisfosfonato ou denosumabe), para não perder o ganho. É contraindicada em pacientes com risco de osteossarcoma (Paget, radioterapia óssea prévia, fises abertas, elevação inexplicada da fosfatase alcalina).
O ácido zoledrônico, para comparar, é um antirreabsortivo (bisfosfonato), dado uma vez por ano por via venosa. Após cerca de 3 anos (5 anos para os bisfosfonatos orais), avalia-se a pausa (drug holiday) nos pacientes de menor risco.
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