A tuberculose óssea no cotovelo acomete mais frequentemente
- a tróclea.
- o capítulo.
- o olécrano.
- a cabeça do rádio.
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Conceito-chave
O cotovelo e a tuberculose. O cotovelo é a articulação do membro superior mais acometida pela tuberculose osteoarticular. A doença chega por via hematogênica e se instala no osso esponjoso bem vascularizado próximo à articulação.
Onde começa: o olécrano. O foco inicial mais frequente é o olécrano, na ulna proximal: um grande bloco de osso esponjoso subcondral, rico em medula e com boa irrigação. A partir dele, a infecção rompe a cortical e invade a articulação. O úmero distal (tróclea, capítulo) e a cabeça do rádio são acometidos com menor frequência.
A evolução.
- Fase óssea: lesão lítica no olécrano, osteopenia e pouca reação periosteal.
- Fase sinovial: derrame e sinovite com tecido de granulação.
- Fase destrutiva: erosões nas margens articulares, perda do espaço articular e, depois, abscessos frios e fístulas.
Clínica. Monoartrite arrastada, com aumento de volume, atrofia do tríceps e do bíceps, dor moderada e perda progressiva da extensão: o cotovelo inflamado se acomoda em flexão, posição de maior volume capsular, e a cápsula se retrai.
Imagem. A tríade de Phemister: osteopenia justa-articular, erosões periféricas e estreitamento lento do espaço articular, ao contrário da artrite piogênica, que destrói a cartilagem rapidamente.
Diagnóstico e tratamento. Biópsia com cultura, pesquisa de BAAR, PCR e histologia (granuloma com necrose caseosa). Tratamento com esquema antituberculoso prolongado e fisioterapia; cirurgia para desbridamento e sequelas.
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