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Questão de Lesões do bíceps (OrtoQuestões Simulados)

Ombro e cotoveloLesões do bícepsOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Sobre o tratamento cirúrgico da ruptura distal do bíceps, segundo o Campbell, é correto:

  1. a reinserção no braquial devolve a força de supinação
  2. a via dupla tem menos sinostose radioulnar que a via única
  3. a reconstrução tardia, depois de 21 dias, é sempre contraindicada
  4. a maioria dos autores reinsere o tendão na tuberosidade do rádio para devolver a supinação; a via dupla de BOYD e ANDERSON evita a dissecção profunda da fossa antecubital, mas numa série teve mais paralisia do interósseo posterior, ossificação heterotópica e reoperações, e noutra mais sinostose radioulnar; a reconstrução tardia tem mais complicações iniciais, mas resultados funcionais semelhantes
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Gabarito: D · a maioria dos autores reinsere o tendão na tuberosidade do rádio para devolver a supinação; a via dupla de BOYD e ANDERSON evita a dissecção profunda da fossa antecubital, mas numa série teve mais paralisia do interósseo posterior, ossificação heterotópica e reoperações, e noutra mais sinostose radioulnar; a reconstrução tardia tem mais complicações iniciais, mas resultados funcionais semelhantes

Conceito-chave

Reinserir o bíceps no lugar certo devolve a supinação; o caminho para chegar até a tuberosidade é que gera as complicações.

O alvo, no Campbell (cap. 48, p. 2523). A maioria dos autores concorda que o tendão deve ser reinserido na posição normal na tuberosidade do rádio, para restaurar a força de supinação. Reinseri-lo no braquial devolveria a flexão, mas não a supinação.

As vias.

  • Duas incisões (BOYD e ANDERSON): restaura a supinação e evita os perigos da dissecção profunda na fossa antecubital. Houve preocupação com ossificação heterotópica e sinostose radioulnar; os autores do Campbell usam osteótomo em vez de broca e mínima violação da membrana interóssea para evitá-las.
  • Uma incisão: com âncoras, parafusos de interferência, botões ou parafusos de tenodese, também com bons resultados.
  • As comparações: numa série de 784 reparos, a via dupla teve mais paralisia do interósseo posterior, ossificação heterotópica e reoperações; noutra, de 970, mais sinostose radioulnar e neurite. A maioria dos estudos, porém, mostra resultados semelhantes.

O reparo tardio. O atraso traz retração do tendão, atrofia e cicatriz, com mais complicações iniciais; relatos recentes mostram que a reconstrução tardia (mais de 21 dias) tem resultado funcional semelhante ao do reparo agudo, por exemplo com enxerto de semitendíneo.

Por que esta questão foi criada. É uma questão de projeção sobre as vias e as complicações do reparo.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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