Num paciente com ruptura completa do bíceps distal que opta por não operar, que perda de força se pode antecipar?
- De 40% a 60% na flexão e cerca de 30% na supinação
- De 40% a 60% na flexão e cerca de 30% na pronação
- De 40% a 60% na supinação e cerca de 30% na flexão
- De 40% a 60% na supinação e cerca de 30% na pronação
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Conceito-chave
Um homem de 45 anos sentiu um estalo na frente do cotovelo ao levantar um móvel pesado, e agora o "músculo do braço" subiu. Ele quer saber o que perde se não operar. A resposta depende de entender o que o bíceps faz e quem o substitui.
O que o bíceps faz. O bíceps flete o cotovelo, mas não sozinho: o braquial e o braquiorradial também fletem. Já na supinação, sobretudo com o cotovelo dobrado, o bíceps é o motor mais potente; o supinador ajuda, mas é bem mais fraco.
Os números. O Green diz que, nas rupturas completas não tratadas, pode-se antecipar uma perda estimada de 40% a 60% da força de supinação e de 30% da força de flexão; apesar disso, alguns pacientes compensam bem e até recuperam força de supinação substancial com o tempo (cap. 25, p. 1034). Em uma série, muitos pacientes tiveram resultados satisfatórios e só uma perda modesta da supinação em 38 meses (p. 1034).
Se for operar. Se o tratamento cirúrgico for escolhido, idealmente deve acontecer em 7 a 10 dias, antes que o tendão retraia e cicatrize (p. 1034).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 7 da SBCM 2023, que cobrou a perda de força esperada no tratamento conservador da ruptura do bíceps distal.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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