Na classificação de Bado da fratura-luxação de Monteggia, como se caracteriza o tipo I quanto ao ápice da angulação da ulna e à direção da luxação da cabeça do rádio?
- Ápice posterior da ulna; luxação posterior ou posterolateral da cabeça do rádio
- Fratura metafisária da ulna; luxação lateral ou anterolateral da cabeça do rádio
- Fraturas diafisárias da ulna e do rádio; luxação anterior da cabeça do rádio
- Ápice anterior da ulna; luxação anterior da cabeça do rádio
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Conceito-chave
A lesão de Monteggia. O Green a define pela descrição original: "fratura da diáfise ulnar com luxação da articulação radioulnar proximal", em que "A angulação da fratura e deslocamento da cabeça do rádio é anterolateral"; o elemento-chave do tratamento é restaurar o alinhamento da ulna, o que quase sempre reduz a radioulnar proximal (cap. 20, p. 939). Na criança, o mesmo raciocínio: os ligamentos anular e quadrado se rompem, a membrana interóssea e a fibrocartilagem ficam íntegras, e a redução anatômica da ulna em geral devolve a congruência da radioulnar proximal e da radiocapitelar (cap. 41, p. 1642).
A classificação de Bado. O Green explica em que ela se baseia: "na direção da luxação da cabeça do rádio e no ápice da fratura ulnar associada" (cap. 41, p. 1642). E descreve o tipo I: "Nas lesões mais comuns do tipo I de Bado, por exemplo, a cabeça do rádio está luxada anteriormente e a ulna tem angulação volar do ápice" (p. 1643). No adulto, a Fig. 20.12 chama a "Fratura de Monteggia anterior (Bado I)" de fratura da diáfise ulnar com luxação anterior da radioulnar proximal, incomum nessa idade (cap. 20, p. 945), e o quadro de indicações fala em fratura da diáfise ulnar de ápice anterior ou lateral com luxação da radioulnar proximal (p. 944).
A lógica. A cabeça do rádio sai para o mesmo lado para onde aponta o ápice da ulna: no tipo I, ápice volar (anterior) e cabeça anterior. Por isso, na criança, a redução corrige a deformidade da ulna e empurra a cabeça para trás, com o cotovelo em flexão e o antebraço em supinação (Green, cap. 41, p. 1643). E porque a cabeça vai para a frente, o nervo interósseo posterior é o mais lesado, em 10% a 20% das crianças na apresentação (p. 1642).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 92 do SIMÃO 2026, que cobrou o tipo I de Bado.
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