Em HERTEL, a extensão metafisária ligada à cabeça e a dobradiça medial que indicam maior risco de isquemia são, respectivamente,
- ≤ 8 mm; íntegra.
- ≤ 8 mm; rompida.
- > 8 mm; íntegra.
- > 8 mm; rompida.
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Conceito-chave
A cabeça umeral recebe ramos vasculares pela região posteromedial. Por isso, a quantidade de metáfise que permanece presa à cabeça e a continuidade da dobradiça medial ajudam a estimar se essas conexões foram preservadas.
Nos critérios de Hertel, uma extensão metafisária de 8 mm ou menos, uma dobradiça medial rompida e um traço pelo colo anatômico foram preditores independentes de isquemia na cirurgia. Uma extensão curta leva menos metáfise junto com a cabeça; a ruptura da dobradiça rompe outra continuidade importante nessa região (resumo do Rockwood, 10ª ed., cap. 36, “Os critérios de Hertel”).
A distinção clínica é que isquemia observada na cirurgia não equivale a osteonecrose inevitável. O acompanhamento teve correlação ruim entre os dois eventos, possivelmente por revascularização. Os critérios orientam o raciocínio sobre perfusão, mas não determinam sozinhos o destino da cabeça ou a escolha obrigatória de prótese. O resumo da Biblioteca explica essa ressalva.
Por que esta questão foi criada. Para retomar a combinação de parâmetros de Hertel cobrada em TARO 2020 e TEOT 2022, separando risco de isquemia e necrose tardia.
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