Na tendinite calcárea, é fator de risco para a falha do tratamento conservador
- o acometimento unilateral.
- a extensão medial da calcificação.
- o pequeno volume do depósito de cálcio.
- o depósito próximo à região posterior do acrômio.
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Conceito-chave
A tendinite calcária é a formação de um depósito de cálcio dentro de um tendão do manguito rotador, geralmente o supraespinhal. Ela costuma se resolver sozinha: o cálcio se forma, fica parado por um tempo e depois é reabsorvido pelo corpo, e o tendão se reconstitui. Por isso, o tratamento é sem cirurgia na grande maioria dos casos: analgésicos, fisioterapia, infiltração e, em alguns casos, punção guiada por ultrassom para lavar o depósito (barbotagem).
Uma parte dos pacientes, porém, não melhora. Os fatores que preveem essa falha apontam para o mesmo lado: um depósito grande, denso e mal localizado.
Depósito de grande volume.
Depósito denso e bem delimitado na radiografia, que indica a fase em que o cálcio ainda está se formando, longe de ser reabsorvido. O depósito nebuloso, de contorno borrado, é o que está sendo reabsorvido.
Acometimento dos dois ombros.
E a extensão medial do depósito: quando a calcificação avança para dentro, além da borda lateral do acrômio, ficando embaixo dele. Isso indica um depósito volumoso e, além disso, mantém o conflito mecânico com o acrômio mesmo quando a inflamação melhora.
Portanto, depósitos pequenos e acometimento de um só ombro são sinais de bom prognóstico, o oposto do que algumas alternativas sugerem.
Quando o tratamento conservador falha depois de vários meses, discute-se a retirada cirúrgica do depósito.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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