O "cabo rotador" é uma estrutura
- intracapsular, profunda aos tendões supraespinal e infraespinal.
- extracapsular, profunda aos tendões supraespinal e infraespinal.
- intracapsular, localizada superficialmente ao tendão do infraespinal.
- extracapsular, localizada superficialmente ao tendão do infraespinal.
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Conceito-chave
O cabo rotador (*rotator cable*), descrito por Burkhart, ajuda a entender por que roturas do manguito de tamanhos parecidos podem ter resultados tão diferentes.
Os tendões do supraespinhal e do infraespinhal não são uma camada única. Clark e Harryman descreveram cinco camadas, de fora para dentro. A mais externa tem fibras do ligamento coracoumeral; as do meio são as fibras do tendão propriamente dito, que dão força; a quarta camada tem faixas espessas de colágeno que formam o cabo rotador; e a quinta é a cápsula articular.
O cabo é, portanto, profundo aos tendões e fica por dentro da cápsula. Na artroscopia, olhando de dentro da articulação, ele aparece como uma faixa espessa que cruza os tendões.
O mais interessante é a forma. O cabo faz um arco perpendicular às fibras dos tendões, preso na frente (perto do bíceps) e atrás (na parte de baixo do infraespinhal), como os cabos de uma ponte pênsil. A força dos músculos é transmitida por esse cabo até as duas pontas, protegendo a área fina entre o cabo e o osso, chamada de meia-lua (*crescent*).
A consequência prática: uma rotura que fica só dentro da meia-lua, com o cabo intacto, pode ter pouca perda de função, porque a força continua sendo transmitida pela "ponte". Já uma rotura que atinge uma das pontas de fixação do cabo desmonta o sistema e causa perda de função maior que o tamanho da lesão faria esperar.
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