Na instabilidade anterior do ombro, o principal fator para recorrência das luxações é a
- idade.
- hiperfrouxidão ligamentar.
- participação em esportes de colisão.
- participação em esportes de arremesso.
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Conceito-chave
A idade manda. Na luxação anterior traumática do ombro, a idade no primeiro episódio é o fator mais forte de recidiva. Com tratamento conservador, abaixo dos 20 anos a recorrência chega a 70 a 90%; entre 20 e 30, fica em torno de 50 a 70%; acima dos 30, cai para menos de 30%; acima dos 40, é baixa. O jovem tem cápsula elástica, que cicatriza alongada, e alta demanda física, enquanto o idoso tem tecido mais rígido.
O que muda depois dos 40. Com menos recidiva, aparecem outras lesões: ruptura do manguito (a cabeça sai "rasgando" o manguito em vez de arrancar o lábio) e lesão do nervo axilar. A tríade de luxação, lesão do manguito e lesão neurológica é chamada de tríade terrível do ombro. Todo idoso que não recupera a elevação após luxar precisa de avaliação do manguito, não só de "esperar o nervo".
Os outros fatores de risco. Sexo masculino, prática de esportes de colisão ou contato e de arremesso, hiperfrouxidão, perda óssea da glenoide (acima de 20 a 25%, a glenoide em "pera invertida"), Hill-Sachs que engata (off-track), e o número de episódios prévios. O ISIS (Instability Severity Index Score) de Balg e Boileau soma idade abaixo de 20 anos, esporte competitivo, de contato ou arremesso, hiperfrouxidão, Hill-Sachs e perda do contorno da glenoide no AP; escores altos (acima de 6) sugerem Latarjet em vez de Bankart artroscópico.
O que isso muda na conduta. No jovem atleta, especialmente de contato, o risco elevado de recidiva justifica discutir a estabilização cirúrgica já após o primeiro episódio. A imobilização em rotação externa foi proposta para aproximar o lábio da glenoide, com resultados conflitantes.
Na prova: principal fator de recidiva da luxação anterior = idade jovem no primeiro episódio; acima dos 40, pense em manguito e axilar.
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