No teste da compressão (squeeze test) para o diagnóstico da ruptura do tendão bicipital distal, a flexão do cotovelo deve ser de
- 0 a 20 graus.
- 20 a 40 graus.
- 40 a 60 graus.
- 60 a 80 graus.
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Conceito-chave
O tendão distal do bíceps se prende no rádio, logo abaixo do cotovelo. Além de dobrar o cotovelo, o bíceps é o principal músculo que gira o antebraço para a palma ficar para cima, a supinação. Quando esse tendão rompe, o paciente perde força justamente nesses dois movimentos.
O teste da compressão (*squeeze test*), descrito por Ruland, aproveita isso. A ideia é a mesma do teste de Thompson para o tendão de Aquiles: em vez de pedir ao paciente que faça força, o examinador aperta o músculo e observa se o tendão transmite o movimento.
O paciente fica sentado, com o antebraço apoiado sobre a coxa, o cotovelo dobrado entre 60 e 80 graus e o antebraço levemente virado para baixo (pronação). O examinador aperta com firmeza o ventre do bíceps com as duas mãos. Se o tendão está inteiro, o aperto puxa o rádio e o antebraço gira um pouco para cima: aparece a supinação. Se o tendão está rompido, nada acontece, e o teste é positivo.
A posição de 60 a 80 graus é a descrita originalmente porque deixa o bíceps relaxado, apoiado, e em boa posição para transmitir o giro.
O teste da compressão é um bom complemento ao teste do gancho (*hook test*), em que o examinador tenta enganchar o dedo por baixo do tendão na dobra do cotovelo, considerado o exame clínico mais confiável.
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