Na imagem a seguir, o hipersinal que pode ser observado no supraespinal normal na sequência DP com supressão de gordura, que desaparece na sequência de T2, é conhecido como

- cabo rotador.
- zona cinzenta.
- ângulo mágico.
- relevo intratendíneo.
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Conceito-chave
O artefato do ângulo mágico. Tecidos com colágeno muito organizado e paralelo, como tendões e ligamentos, normalmente aparecem escuros na ressonância, porque seu T2 é curtíssimo. Quando essas fibras ficam a cerca de 55 graus em relação ao campo magnético principal, a interação entre os prótons se anula e o T2 aparente se alonga. O tendão passa a dar hipersinal nas sequências de TE curto (T1, densidade de prótons, gradiente), sinal que desaparece nas sequências de TE longo, como o T2.
Onde ele aparece no ombro. No supraespinal, o tendão se curva sobre a cabeça do úmero perto da inserção, justamente na chamada zona crítica, e parte das fibras cruza os 55 graus. O resultado é um foco de sinal intermediário que imita tendinopatia ou lesão parcial. Outros locais clássicos: tendão do bíceps distal, fibulares no retromaleolar, tendão patelar proximal e ligamentos do punho.
Como diferenciar da lesão verdadeira. Três pistas. O sinal some no T2 com TE longo. O tendão tem espessura e contorno normais, sem descontinuidade. E o sinal muda com a posição do braço, pois depende do ângulo com o campo. A tendinopatia verdadeira mantém sinal aumentado no T2 e engrossa o tendão; a lesão tem sinal de líquido no T2.
Os distratores. O cabo rotador é uma banda espessa de baixo sinal, perpendicular às fibras do tendão, e não um hipersinal. "Zona cinzenta" não é um termo técnico para esse achado; e "relevo intratendíneo" também não.
Na prova: hipersinal no supraespinal no DP ou T1 que some no T2 = ângulo mágico (fibras a 55 graus do campo), não é lesão.
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