Faz parte dos critérios de CODMAN para o diagnóstico de capsulite adesiva
- limitação da rotação interna.
- atrofia dos músculos espinhais.
- dor próxima ao processo coracoide.
- incapacidade para dormir sobre o ombro oposto.
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Conceito-chave
A descrição de Codman. Em 1934, Codman descreveu o "ombro congelado" como uma doença difícil de definir, de tratar e de explicar. Os critérios que deixou continuam úteis: início insidioso, sem trauma; dor perto da inserção do deltoide; incapacidade de dormir sobre o lado afetado; restrição dolorosa da elevação e, sobretudo, da rotação externa; radiografias normais, salvo a osteopenia de desuso; e atrofia dos músculos espinhais, supraespinal e infraespinal, pelo desuso prolongado.
O achado que define. A perda da rotação externa passiva é o sinal mais característico e o que separa a capsulite da rotura do manguito. Na rotura, o paciente perde força e movimento ativo, mas o examinador consegue mobilizar o ombro passivamente; na capsulite, o movimento está perdido também no passivo, porque a cápsula e o intervalo rotador estão contraídos. Uma radiografia normal ajuda a afastar artrose glenoumeral e luxação posterior inveterada, que também travam a rotação externa.
As fases. A dolorosa dura de 2 a 9 meses, com dor intensa, noturna, e perda progressiva de movimento. A congelada, de 4 a 12 meses, tem menos dor e rigidez estabelecida. A de descongelamento, de 5 a 24 meses, traz a recuperação lenta do movimento. A maioria melhora em um a três anos, mas uma parcela importante mantém restrição residual, sobretudo os diabéticos.
Tratamento em uma linha por fase. Na fase dolorosa, analgesia e infiltração intra-articular de corticoide, que acelera o alívio. Na fase rígida, fisioterapia com alongamento suave. Na falha após meses de tratamento bem feito, manipulação sob anestesia ou liberação capsular artroscópica.
Na prova: critérios de Codman incluem atrofia dos espinhais, dor na inserção do deltoide, não dormir sobre o lado afetado e perda da rotação externa.
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