Numa estiloidectomia radial, a ressecção excessiva de osso compromete a origem de qual ligamento palmar, com risco de instabilidade?
- Radioescafocapitato
- Radiossemilunar curto
- Ulnossemilunar
- Radioescafossemilunar (de TESTUT)
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Conceito-chave
A estiloidectomia radial alivia o choque entre o estiloide e o escafoide na artrose do lado radial (SLAC I e SNAC I). O problema é que o estiloide não é só osso: dele nascem ligamentos que seguram o carpo.
Quem nasce ali. Dos quatro ligamentos palmares que ligam o rádio ao carpo, o radioescafoide, o radioescafocapitato e o radiossemilunar longo nascem da margem anterolateral do rádio distal, junto ao estiloide. O radioescafocapitato contorna a concavidade palmar do escafoide e se insere no capitato, formando a tipoia sobre a qual o escafoide gira. O radiossemilunar curto nasce da margem anteromedial e é vertical (Green, cap. 13, p. 491).
O cuidado. Ao fazer a estiloidectomia por via lateral aberta, protegem-se os ramos do radial superficial e, na margem palmar, evita-se descolar a origem dos ligamentos radiocárpicos, o que levaria à instabilidade iatrogênica; a via artroscópica é uma alternativa menos invasiva (Green, cap. 13, p. 530).
E o TESTUT? O radioescafossemilunar não é mais considerado ligamento verdadeiro, e sim um feixe de tecido frouxo com vasos (Green, cap. 13, p. 491).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 3 do SIMÃO 2021, que perguntou qual ligamento tem a origem comprometida por uma estiloidectomia excessiva.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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