Um tumor maligno e agressivo de partes moles na altura da falange média de um dedo deve ser tratado preferencialmente com:
- Excisão com 1 cm de margem livre e retalho local
- Desarticulação na interfalângica proximal
- Amputação na altura da falange proximal
- Ressecção do raio, no nível do metacarpo
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Conceito-chave
Na mão, poucos milímetros separam o tumor dos tendões, nervos e articulações. Por isso, para um sarcoma num dedo, a margem segura quase sempre significa sacrificar mais do que parece necessário à primeira vista.
O princípio. As lesões malignas do segmento terminal geralmente exigem amputação na interfalângica distal ou proximal a ela, e sempre se examina a margem proximal por congelação na cirurgia e depois pela histologia definitiva (Green, cap. 59, p. 2191).
Na falange média. Tumores malignos e agressivos de partes moles na falange média, ou proximais à região da interfalângica distal, exigem amputação na metacarpofalângica, no nível do metacarpo ou ressecção do raio. A desarticulação da metacarpofalângica deve permitir pelo menos 2 a 3 cm de tecido normal de margem; considerações funcionais e estéticas recomendam fortemente a ressecção do raio (Green, cap. 59, p. 2191, Fig. 59.4 e 59.5).
Por que não poupar mais. O risco de sacrifício desnecessário precisa ser pesado contra a recorrência local do sarcoma, que pode ter prognóstico grave. Radioterapia e quimioterapia podem permitir margens menos radicais em alguns casos (Green, cap. 59).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 3 do SIMÃO 2022, que perguntou o tratamento do tumor maligno e agressivo de partes moles na falange média.
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