Numa lesão aguda de tendão flexor, em que situação pode surgir o efeito quadriga?
- Quando o flexor profundo é avançado demais no reparo de uma lesão em zona 1
- Quando o enxerto de tendão fica longo demais
- Quando a lesão é só do flexor superficial
- Quando o osso é encurtado mais de 1 cm
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Conceito-chave
O nome vem das quadrigas romanas: quatro cavalos controlados por uma rédea comum. Puxe um cavalo para trás e os outros também param. Na mão, os "cavalos" são os tendões do flexor profundo, que nascem de um ventre muscular comum.
O que é. A síndrome de quadriga é a diminuição da flexão de um dedo normal vizinho quando um tendão do flexor profundo foi encurtado ou ficou aderido por lesão, reparo ou reconstrução. Foi descrita por BUNNELL e depois por VERDAN. Se um tendão do profundo fica efetivamente curto, os outros tendões que compartilham a origem musculotendínea ficam "amarrados": não conseguem fletir completamente seus dedos, e o dedo lesado desenvolve deformidade em flexão (Green, cap. 6, p. 252).
Quando acontece. Quando um tendão do profundo é avançado muito distalmente num reparo ou reinserção em zona 1, quando um enxerto de tendão fica curto demais, numa amputação em que o flexor é suturado ao extensor sobre a ponta do coto, ou quando o profundo adere à falange proximal num coto de amputação (Green, cap. 6, p. 252). Entre as armadilhas do reparo em zona 1, o Green lembra que um tendão avançado demais e inserido com tensão excessiva leva à quadriga (p. 221).
O tratamento. Alongar o tendão, fazer tenólise ou cortar o tendão agressor, liberando os dedos vizinhos para fletirem por completo (Green, cap. 6, p. 252).
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 35 do SIMÃO 2024, que perguntou quando o efeito quadriga pode acontecer numa lesão flexora aguda.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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