Orto Questões

Questão de Lesões dos tendões extensores (OrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2024)

Mão e punhoLesões dos tendões extensoresOrtoQuestões Simulados, inspirada no SIMÃO 2024

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova SIMÃO. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Na reconstrução escalonada de CURTIS para o dedo em botoeira crônico, por que se liberam e, se preciso, se seccionam os ligamentos retinaculares transversos nos estágios I e II?

  1. Para estabilizar a metacarpofalângica
  2. Para ganhar flexão da interfalângica proximal
  3. Para que as bandas laterais possam voltar para dorsal
  4. Para aliviar a tensão na interfalângica distal
Responder no Orto Questões
Ver gabarito e conceito-chave

Gabarito: C · Para que as bandas laterais possam voltar para dorsal

Conceito-chave

Um homem de 40 anos tem há meses o dedo médio em botoeira: a proximal não estende por completo e a distal fica em hiperextensão. A articulação ainda se move passivamente por inteiro. Para entender a cirurgia, é preciso lembrar por que a botoeira se instala.

O que deu errado. Na botoeira, a banda central rompe e as bandas laterais escorregam para palmar do eixo da interfalângica proximal. Lá embaixo, em vez de estender, elas passam a fletir a proximal e a hiperestender a distal. Quem as mantém presas nessa posição baixa são os ligamentos retinaculares transversos, que encurtam com o tempo.

A lógica do escalonamento. O Green prefere a técnica de CURTIS, feita em etapas sob anestesia local com o paciente acordado, para testar a extensão ativa a cada passo; ela depende de a proximal ter movimento passivo completo antes da cirurgia (cap. 5, p. 202). No estágio I, os retinaculares transversos são liberados e se faz a tenólise do extensor; se a extensão ativa ficar completa, para-se ali, o que é raro.

Por que soltar os retinaculares. Na Fig. 5.26, o Green resume: nos estágios I e II, o ligamento retinacular transverso é liberado e seccionado se necessário, permitindo que as bandas laterais balancem para dorsal (cap. 5, p. 203). Voltando para cima do eixo da proximal, elas recuperam a função de extensão. Se ainda sobrar atraso menor que 20 graus, faz-se a tenotomia de FOWLER (estágio III); se for maior, vai-se direto ao estágio IV, o avanço da banda central na base da falange média.

Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 82 do SIMÃO 2024, que cobrou o propósito da secção dos retinaculares transversos no estágio II de CURTIS.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

Ver o comentário completo