A respeito do nervo sensitivo radial, qual afirmação é a correta?
- Ramifica-se no epicôndilo lateral sob o braquiorradial e chega ao subcutâneo passando entre ele e o radial curto do carpo
- No punho, divide-se em dois ramos principais 2 cm proximal ao estiloide radial
- Os sintomas de compressão aparecem com pronação do antebraço e extensão ulnar do punho
- Em 3% a 10% das pessoas, torna-se subcutâneo perfurando o braquiorradial
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
WARTENBERG e a queiralgia parestésica. Em 1932, Wartenberg descreveu cinco casos de neuropatia compressiva do nervo sensitivo radial no antebraço e cunhou o termo queiralgia parestésica (Green, cap. 28, p. 1113). A localização superficial do nervo o torna suscetível a compressão externa, e atividades repetitivas com pronação ou supinação importantes ou desvio ulnar do punho se associam à doença (p. 1113).
A anatomia. O nervo sensitivo radial se ramifica do radial no epicôndilo lateral, abaixo do braquiorradial, e entra no subcutâneo entre os tendões do braquiorradial e do extensor radial LONGO do carpo, no antebraço médio. Em 3% a 10% dos indivíduos, torna-se subcutâneo perfurando o tendão do braquiorradial. Bifurca-se em dois ramos principais cerca de 5 cm proximal ao estiloide radial; o ramo palmar maior inerva a face dorsorradial do polegar, o dorsal a face dorsoulnar do polegar e dorsorradial do indicador, e um terceiro forma os digitais dorsais do indicador e do médio (Green, cap. 28, p. 1113 e Fig. 28.28).
| Ponto | O que o Green diz |
|---|---|
| Saída da fáscia | Entre braquiorradial e extensor radial longo do carpo |
| Variação | Perfura o braquiorradial em 3% a 10% |
| Bifurcação | Cerca de 5 cm proximal ao estiloide |
| Manobra provocativa | Pronação do antebraço e flexão ulnar do punho |
O mecanismo da compressão. Na pronação, os tendões do braquiorradial e do extensor radial longo se aproximam e, quando o punho vai de extensão radial para flexão ulnar, o nervo se alonga e pode ser comprimido entre eles (Green, cap. 28, p. 1113). Por isso o diagnóstico é sugerido quando os sintomas se reproduzem com pronação do antebraço e flexão ulnar do punho, com Tinel no ponto em que o nervo sai da fáscia (p. 1113).
Diferencial e tratamento. O Finkelstein pode ser positivo também na síndrome de Wartenberg, e as duas podem coexistir; na De Quervain a sensibilidade dorsorradial é normal e a dor está sobre o primeiro compartimento (Green, cap. 28, p. 1113). O cutâneo lateral do antebraço tem território sobreposto e precisa ser diferenciado e protegido. O tratamento inicial é modificar atividades e infiltrar corticoide no ponto de aprisionamento; a cirurgia libera o nervo entre o braquiorradial e o extensor radial longo, com tenotomia do braquiorradial (p. 1113).
Na letra do livro. "Em 3% a 10% dos indivíduos, o ramo superficial do nervo radial se tornará subcutâneo perfurando o tendão do braquiorradial" (Green, cap. 28, p. 1113). Na frase seguinte, o livro põe a bifurcação a 5 cm do estiloide, não a 2 cm.
Por que esta questão foi criada. Inspirada na questão 67 do SIMÃO 2023, em que a banca cobrou a anatomia e o exame do ramo sensitivo do radial em afirmativas que trocavam o músculo, a distância e a manobra. O conjunto volta reescrito.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo