O edema que se produz em uma queimadura se deve a:
- aumento da permeabilidade capilar;
- espasmo arterial;
- dilatação venosa;
- obstrução linfática;
- obstrução arterial.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Olhe uma mão queimada nas primeiras horas: ela vai inchando na sua frente, mesmo com a pele aparentemente íntegra em volta. Por quê? Porque o calor não lesa só a célula da superfície; ele também danifica a parede dos pequenos vasos, que passam a vazar.
O Green descreve a cena em poucas linhas (7ª ed., cap. 57, p. 1927). O líquido intravascular passa para o interstício e forma um edema rico em proteínas. O detalhe "rico em proteínas" é a prova de que o problema está na permeabilidade: se fosse apenas pressão, sairia sobretudo água. As proteínas que saem levam mais água junto, e o ciclo se mantém. Além disso, queimaduras de mais de 20% da superfície corporal causam edema generalizado, inclusive em áreas não queimadas. O mesmo mecanismo explica a redução do volume circulante e a necessidade de reposição (PMC5214064).
Por que o edema não é só um incômodo? Porque ele aumenta a pressão entre as células e reduz a circulação. Na musculatura intrínseca da mão, pode levar a uma síndrome compartimental que exige fasciotomia (Green, p. 1927). E ele alimenta outro problema: a chamada zona de estase, que ainda é viável, pode virar zona de necrose se a reposição de líquidos for insuficiente (p. 1927). Daí a pressa em resfriar nos primeiros 30 minutos, com água corrente, o que reduz a formação de edema (p. 1929).
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo