O tratamento de escolha da síndrome compartimental de uma queimadura elétrica de alta voltagem é:
- escarectomia;
- escarotomia;
- laparotomia;
- fasciotomia;
- conduta expectante.
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Conceito-chave
A queimadura elétrica de alta voltagem engana: a pele pode ter só pontos de entrada e saída, mas a corrente cozinha músculo, nervo e vaso por dentro, e o edema dentro dos compartimentos fechados vira síndrome compartimental.
A diferença entre as duas incisões. A escarotomia corta a escara de pele queimada que aperta como um garrote; a fasciotomia abre a fáscia dos compartimentos musculares. No queimado comum, o edema da musculatura intrínseca já pode levar a uma síndrome compartimental que exige fasciotomia (Green, cap. 57, p. 2122).
Na lesão elétrica. As técnicas de descompressão são fundamentais no tratamento inicial; as escarotomias devem ser combinadas com fasciotomias, descomprimindo dedos, túnel do carpo e canal de GUYON, abordando todos os compartimentos dorsais e palmares em 6 a 8 horas; às vezes é preciso abrir o epimísio. Edema, dor ao movimento passivo e firmeza geralmente bastam para o diagnóstico. Escarotomias podem ser feitas à beira do leito, mas fasciotomias vão ao centro cirúrgico e são emergência, que pode separar a amputação do salvamento do membro (Green, cap. 57, p. 2142).
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