No último século a abordagem cirúrgica do câncer de mama vem sofrendo grandes mudanças desde a publicação original de William Haslteld em 1894. São contraindicações para o tratamento conservador, segundo as diretrizes da National Comprehensive Cancer Network (NCCN), EXCETO
- pacientes gestantes que necessitarão de radiação durante a gravidez.
- tumor com mais de 2 cm.
- margens patológicas comprometidas.
- radioterapia prévia na mama ou na parede torácica.
- relação tumor/mama desfavorável.
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Conceito-chave
O tratamento conservador da mama é a soma de duas coisas: retirar o tumor com margem e irradiar o restante. Toda contraindicação decorre de uma dessas duas partes não ser possível, ou de o resultado estético não valer a pena.
Pense assim. Não dá para irradiar: radioterapia prévia na mama ou no tórax e gestação em que a radiação seria necessária durante a gravidez (StatPearls, Breast Cancer Conservation Therapy; PMC9272418). Não dá para ter margem: margens que continuam comprometidas apesar de ampliar a ressecção. Não vale a pena: tumor grande demais em relação à mama. Os livros divergem sobre chamar cada item de absoluto ou relativo, mas a lista é a mesma.
O ponto que a banca testa: o tamanho do tumor sozinho não é o critério, e sim a relação com a mama. Um tumor com mais de 2 cm pode perfeitamente ser conservado numa mama maior.
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