Jorge, 20 anos, comparece ao ambulatório de cirurgia plástica apresentando lesão nodular em lóbulo de orelha. Refere início da lesão após introdução de brinco há 2 anos e desde então a “bolinha” (SIC) só aumenta. O cirurgião plástico prontamente diagnostica a lesão como um queloide. A respeito dos queloides, assinale a alternativa INCORRETA.
- São pruriginosos e dolorosos.
- São estruturas colágenas ordenadas e paralelas à epiderme.
- Comumente ocorrem em locais anatômicos com altas concentrações de glândulas sebáceas, como a parede do tórax, o pescoço e a região pubiana.
- Há maior incidência em populações africanas e asiáticas.
- Ultrapassam as bordas da ferida.
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Conceito-chave
Uma bolinha que começa no furo do brinco e não para de crescer. O queloide é a cicatriz que perdeu o freio e cresce além do ferimento original. O que o separa da cicatriz hipertrófica é justamente isso: a hipertrófica fica nos limites da ferida e muitas vezes melhora, enquanto o queloide invade a pele sadia em volta (PMC12495451).
A histologia conta a mesma história. No queloide, o colágeno fica disposto de forma desordenada, em redemoinhos, com fibras grossas de tipo I. Na cicatriz hipertrófica e na normal, as fibras são mais paralelas (StatPearls, Hypertrophic Scarring Keloids). Por isso, uma frase que chame o queloide de "ordenado e paralelo à epiderme" descreve o tipo errado de cicatriz, e é a resposta de uma questão que pede a incorreta.
A clínica completa: coça e dói, ocorre mais em peles negras e asiáticas, e prefere regiões como tórax, ombro e lóbulo da orelha (PMC3022978).
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