A síndrome de Poland é uma deformidade torácica congênita unilateral caracterizada pela ausência da porção esternal do músculo peitoral maior. A respeito dessa síndrome, assinale a alternativa correta.
- É mais comum em mulheres e pelo lado esquerdo.
- Uma das teorias para explicar essa anomalia seria a interrupção temporária do suprimento sanguíneo dos sistemas subclávio/vertebral durante a sexta e a sétima semanas do desenvolvimento embrionário.
- Atrofiada pele e do tecido subcutâneo é comum em tórax contralateral.
- A ausência do peitoral menor é patognomônica para o diagnóstico.
- O tratamento cirúrgico se restringe ao uso de implantes e à lipoenxertia mamária.
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Conceito-chave
A síndrome de POLAND costuma ser descrita em duas partes que surpreendem por estarem juntas: falta um músculo no tórax e há alterações na mão. O elo é vascular, e é isso que torna a alternativa correta tão forte.
O Green atribui a síndrome à interrupção do fluxo na artéria subclávia no embrião, e por isso ela também é chamada de sequência de interrupção da artéria subclávia. Daí sai um espectro de hipoplasias do membro superior. A síndrome consiste na falta de um músculo da cintura escapular e em anormalidades da mão, que podem ser mínimas, e não há correlação entre a gravidade de cada componente (7ª ed., cap. 36). O mais comum é a aplasia da cabeça esternocostal do peitoral maior, com braquidactilia dos dedos centrais. O Tachdjian mostra o mesmo raciocínio em uma mulher com POLAND e MÖBIUS (cap. 21, Fig. 21.10).
Do ponto de vista cirúrgico, vale lembrar: o paciente pode chegar à plástica por causa do tórax, mas a mão merece exame também, porque ela pode estar pouco alterada.
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