Em relação à Terapia por Pressão Negativa (TPN) no tratamento de feridas complexas, assinale a alternativa correta.
- O uso de TPN promove aumento da perfusão local e angiogênese por meio da formação de gradientes de pressão positiva no leito da ferida.
- A TPN pode ser empregada sobre enxertos cutâneos recém-aplicados para promover adesão ao leito da ferida, reduzir seroma e melhorar o índice de integração do enxerto.
- A TPN está contraindicada em feridas com exposição de tendões ou ossos, independentemente de qualquer proteção interposta, devido ao risco aumentado de necrose tecidual.
- A TPN deve ser evitada em feridas colonizadas, uma vez que a presença de qualquer carga bacteriana inviabiliza o seu uso.
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Conceito-chave
Pressão negativa pode funcionar como um curativo de fixação de enxerto. Mantém contato com o leito, limita cisalhamento e ajuda a remover líquido que poderia formar seroma ou hematoma. Uma interface adequada evita aderência traumática do material ao tecido.
O sistema usa pressão subatmosférica, não gradientes positivos. Efeitos mecânicos e sobre exsudato podem favorecer o ambiente de cicatrização, mas não substituem vascularidade nem desbridamento.
Exposição de osso ou tendão exige avaliar viabilidade e proteção. Não é uma contraindicação absoluta em todo contexto; porém estruturas sem tecido viável ou com risco de lesão podem exigir outra cobertura. Vasos e nervos não devem receber espuma diretamente.
Colonização é comum em feridas e não impede toda utilização. Infecção ativa precisa de controle, e o dispositivo não deve ocultar progressão. Indicação, troca e acompanhamento fazem parte do tratamento.
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