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Questão de Lesões dos tendões extensores (USP-SP 2026)

Mão e punhoLesões dos tendões extensoresUSP-SP 2026

Sobre o teste de Elson na avaliação da integridade da banda central do mecanismo extensor, é correto afirmar.

  1. Quando a IFP está completamente flexionada, a flexão ativa da articulação IFD torna-se mais potente, devido ao aumento da tensão nas bandeletas laterais após lesão.
  2. O teste é realizado com a IFP estendida e o paciente tenta flexionar a articulação DIP contra resistência, avaliando a transmissão de força para o tendão extensor terminal.
  3. A presença de extensão ativa da IFD com a IFP em 90° de flexão indica falha da banda central, pois o mecanismo normal de folga das bandeletas laterais foi perdido.
  4. A resistência aumentada à flexão passiva da IFD quando a IFP está em flexão máxima, confirma a integridade da banda central.
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Gabarito: C · A presença de extensão ativa da IFD com a IFP em 90° de flexão indica falha da banda central, pois o mecanismo normal de folga das bandeletas laterais foi perdido.

Conceito-chave

Elson investiga como a força extensora chega à falange média e à distal. Com a IFP a 90° na borda da mesa, o paciente tenta estendê-la contra resistência. O examinador avalia a IFD: se a banda central está íntegra, ela transmite força à base dorsal da falange média e a IFD permanece relativamente frouxa. Se a banda central rompe, o tendão terminal e as bandas laterais são recrutados, e a IFD fica rígida e estende.

Por isso, observar extensão distal nesse contexto não prova integridade da banda central; pode indicar precisamente sua falha. É necessário distinguir o resultado do teste das posições usadas no tratamento. A lesão aguda da banda central é protegida com IFP em extensão e IFD livre para flexão ativa.

A radiografia normal não afasta uma lesão tendínea fechada. A anatomia e o exame dirigido permitem procurar uma ruptura que pode evoluir com deformidade em botoeira. O teste não deve ser reduzido a pedir extensão da ponta sem posicionar a IFP e avaliar a resistência e a rigidez distal.

Leia “Teste de Elson”, na seção “Interfalângica proximal: luxações e banda central” do resumo do Rockwood & Green, 10ª edição, capítulo 45.

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