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Questão de Instabilidade do carpo (USP-SP 2026)

Mão e punhoInstabilidade do carpoUSP-SP 2026

Na luxação carpometacárpica múltipla,

  1. o desvio geralmente é volar.
  2. deve-se investigar síndrome compartimental.
  3. a redução incruenta tende a evoluir com estabilidade articular.
  4. dentre as complicações, rigidez é mais frequente do que instabilidade.
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Gabarito: B · deve-se investigar síndrome compartimental.

Conceito-chave

Um soco num muro, ou uma queda de moto com a mão fechada no guidão, empurra os metacarpos para trás sobre o carpo. Quando várias carpometacarpais luxam ao mesmo tempo, a energia foi alta, e a mão inteira sofreu, não só as articulações. É essa ideia que separa a alternativa certa das outras.

Como as CMC luxam. No Rockwood and Green (10ª ed., cap. 45), as luxações e fraturas-luxações das carpometacarpais acontecem mais no anular e no mínimo, onde o encaixe ósseo é menor. O mecanismo típico é a carga axial com o punho fechado. A base do metacarpo escorrega para dorsal: com mais energia, fratura a base do quinto (o reverse Bennett, com a diáfise migrando para dorsal e proximal, puxada pelo extensor ulnar do carpo) ou a superfície do hamato. Várias CMC luxadas ao mesmo tempo são de alta energia e têm pior prognóstico.

O que procurar no exame. A saliência dorsal das bases, a perda da altura das cabeças e o cruzamento dos dedos. Duas estruturas volares merecem atenção: o ramo motor do nervo ulnar, volar à CMC do quinto, e o arco palmar, volar à CMC do médio. E o capítulo é direto: com várias CMC lesadas, pensar em síndrome compartimental. A mão tem compartimentos fechados (interósseos, tenares, hipotenares), e o trauma que desloca várias bases e rompe ligamentos e músculos entre elas produz edema dentro deles.

Por que quase sempre é cirúrgico. Depois de reduzida com tração e pressão volar na base, a maioria continua instável: numa série tratada só com tala, 20% reluxaram na primeira semana. Por isso o capítulo fixa com fios (do quinto metacarpo ao hamato e ao quarto metacarpo) por cerca de 6 semanas e abre por via dorsal quando a fratura articular é grande ou a redução falha. A complicação mais comum, a longo prazo, é a artrose pós-traumática, por redução imperfeita ou degrau articular.

No resumo de fraturas da mão, a seção das carpometacarpais e do reverse Bennett descreve o exame e a fixação.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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