Uma criança de 2 anos de idade com diagnóstico de paralisia braquial obstétrica à direita, sem cirurgia prévia, apresenta uma contratura em rotação interna do ombro e sinal do corneteiro positivo. A tomografia computadorizada do ombro pode ser visualizada na imagem a seguir: Assinale qual a melhor conduta nesse caso.

- Osteotomia derrotativa externa do úmero.
- Exploração do plexo braquial com as reconstruções pertinentes (neurólise/enxerto/neurotizações).
- Liberação do músculo subescapular, redução cruenta do ombro e transferência dos músculos dorsal e redondo maior para o músculo infraespinhal.
- Osteotomia de anteversão da glenoide e transferência dos músculos grande dorsal e redondo maior para o músculo infraespinhal.
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Conceito-chave
Sequela obstétrica do ombro pode combinar contratura em rotação interna, fraqueza externa e incongruência glenoumeral. O sinal do corneteiro mostra compensação para levar a mão à boca. A tomografia deve ser relacionada à forma da glenoide, posição da cabeça e possibilidade de redução.
Na criança pequena do caso, a estratégia escolhida libera o subescapular, reduz a articulação e transfere grande dorsal e redondo maior para aumentar o vetor externo. Cada componente resolve um problema: contratura, incongruência e desequilíbrio muscular.
Osteotomia de rotação do úmero muda a posição funcional do membro, mas não reduz por si a articulação nem corrige toda a deformidade glenoidal. Pode ser uma opção em outros cenários, sobretudo quando reconstrução articular é menos adequada.
Exploração neural tem indicações próprias na fase de recuperação do plexo. Aqui o caso apresenta uma sequela mecânica aos dois anos, sem descrição de critérios que tornem reconstrução neural isolada a melhor solução. Idade, congruência e função residual devem orientar a escolha.
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