Um homem de 30 anos chega ao consultório após sofrer um ferimento na ponta do dedo médio da mão direita ao ficar preso na porta de um carro. Ao exame, o dedo está bem perfundido e a sensação está intacta. Há aproximadamente 90% de hematoma subungueal com má aderência das margens ungueais e laceração da lâmina ungueal. Flexão e extensão na articulação interfalângica distal estão intactas. Os estudos de raios X mostram uma fratura em tufo deslocada transversal da falange distal. Assinale qual das opções a seguir é o manejo mais apropriado para a lesão desse paciente.
- Enxerto em leito ungueal.
- Reparo primário do leito ungueal.
- Trepanação da placa ungueal.
- Amputação da ponta do dedo com excisão total do leito ungueal.
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Conceito-chave
Hematoma subungueal deve ser avaliado junto à integridade da unha, do leito e da falange distal. Uma lâmina íntegra e aderida pode permitir trepanação para alívio da dor em casos apropriados. O percentual ocupado por sangue, isoladamente, não determina retirada da unha.
Aqui, porém, há laceração da lâmina, má aderência das margens e fratura em tufo deslocada. Isso aumenta a preocupação com lesão estrutural do leito ungueal. Remoção cuidadosa quando indicada, inspeção e reparo primário do leito são medidas coerentes com esses achados, associadas ao manejo da fratura.
O dedo está bem perfundido, sensível e com flexores e extensores funcionantes. Não foi descrita perda irreparável de tecido ou necrose que justificasse amputação. B é a conduta que melhor corresponde ao quadro clínico, embora o gabarito enviado marque D.
A letra oficial foi preservada para fidelidade ao documento, com aviso explícito. Ela não deve ser usada para aprender que um hematoma grande ou uma fratura distal tratável exige amputar uma ponta viável.
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