Um homem de 40 anos de idade chega à clínica devido a dificuldade com o uso da mão direita. Há seis semanas, ele foi tratado no departamento de emergência depois de sofrer várias facadas na extremidade superior direita. Naquele momento, as feridas foram irrigadas e fechadas. O exame físico mostra garra dos dedos mínimo e anular e hiperextensão da articulação metacarpofalângica do polegar. A sensação está diminuída na palma da mão, mas normal no dorso da mão. Assinale qual é a provável topografia da lesão.
- Lesão baixa do nervo ulnar.
- Lesão alta do nervo ulnar.
- Lesão baixa do nervo mediano.
- Lesão alta do nervo mediano.
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Conceito-chave
Garra de mínimo e anelar indica perda de função intrínseca ulnar. Interósseos e lumbricais ulnares deixam de equilibrar extensão metacarpofalângica e flexão interfalângica. Com os flexores extrínsecos preservados, a garra pode ser mais intensa numa lesão distal, o chamado paradoxo ulnar.
Sensibilidade dorsal normal favorece uma lesão distal à saída do ramo cutâneo dorsal do ulnar, que nasce no antebraço antes do punho. Uma lesão alta tenderia a comprometer também esse ramo, dependendo da extensão.
Hiperextensão metacarpofalângica do polegar pode acompanhar insuficiência da pinça ulnar, como na compensação de Jeanne. O adutor enfraquecido não é uma lesão primária do mediano; flexor longo pode compensar na interfalângica.
O conjunto localiza uma lesão baixa do ulnar. O exame ainda deve mapear músculos, sensibilidade e feridas, pois cortes podem atingir mais de uma estrutura. A classificação alta ou baixa depende de quais ramos foram preservados.
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