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Questão de Lesões ligamentares dos dedos (USP-SP 2024)

Mão e punhoLesões ligamentares dos dedosUSP-SP 2024

A respeito das luxações da articulação interfalângica proximal, assinale a alternativa correta.

  1. As luxações volares são mais frequentes que as luxações dorsais.
  2. Nas luxações volares, pode ocorrer interposição da placa volar ou da cápsula articular, impedindo a redução fechada da luxação.
  3. Nas luxações laterais, os 2 ligamentos colaterais apresentam lesão completa.
  4. Nas luxações dorsais, a placa volar pode ser avulsionada da base da falange média, causando interposição e impedindo a redução fechada da luxação.
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Gabarito: D · Nas luxações dorsais, a placa volar pode ser avulsionada da base da falange média, causando interposição e impedindo a redução fechada da luxação.

Conceito-chave

As luxações da interfalângica proximal são as mais frequentes da mão e de todo o membro superior. Quase sempre o dedo volta para o lugar com uma tração leve na quadra, e o paciente só chega dias depois, com o dedo inchado e rígido. Para entender cada alternativa, é preciso ver a IFP como uma caixa com quatro paredes.

A caixa que segura a IFP. É uma dobradiça: cabeça convexa da falange proximal contra a base bicôncava da média. Dos lados, os colaterais próprios, estabilizadores primários no plano coronal; os colaterais acessórios vão à placa volar. Embaixo, a placa volar, do colo da falange proximal à base da média, com os ligamentos checkrein, segura a hiperextensão. Em cima, a banda central se insere na base dorsal da falange média (Rockwood and Green, 10ª ed., cap. 45).

A luxação dorsal. É, de longe, a mais comum. Nasce da hiperextensão com translação dorsal da falange média e rompe a placa volar e o colateral. A placa se solta da base da falange média, que é a parte mais fraca da inserção. Reduz-se com leve tração, extensão e empurrão volar; reduzida, quase sempre fica estável, e o tratamento é mexer logo (esparadrapo no dedo vizinho ou tala em oito). Quando não reduz, vai para cirurgia por via dorsal, para tirar o que está interposto: o capítulo cita o fragmento osteocondral, a banda lateral e o tendão flexor. A placa volar arrancada da falange média também pode dobrar-se para dentro da articulação.

A luxação volar. É bem menos comum e vem de hiperflexão com translação volar. Aqui a vítima é a banda central, que quase sempre rompe; o tratamento é tala da IFP em extensão por 4 a 6 semanas, com IFD e MCF livres, para evitar a botoeira. Na variante rotatória, o côndilo da falange proximal fica preso entre a banda lateral e a banda central, como numa casa de botão.

No resumo de fraturas da mão, a seção das luxações da IFP mostra cada padrão e o que bloqueia a redução.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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