Sobre a tenotomia de Fowler para correção da deformidade de dedo em martelo crônico, é correto afirmar:
- É indicada nos casos em que não houve cicatrização do tendão extensor terminal.
- A mobilização imediata no pós-operatório é preconizada.
- O ligamento retinacular transverso deve ser preservado no acesso mediolateral.
- A banda central extensora deve ser completamente desinserida da base da falange média.
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Conceito-chave
Fowler corrige um dedo em martelo crônico por redistribuição de forças, mediante tenotomia da banda central. Ao liberar sua inserção na base da falange média, mais força pode ser transmitida pelas bandas laterais ao mecanismo terminal. Não é uma sutura direta de um tendão terminal agudamente rompido.
É necessário avaliar continuidade e qualidade do mecanismo distal, amplitude passiva, magnitude do lag e deformidades associadas. Se há falha importante de tecido ou rigidez, a redistribuição isolada pode não resolver. A indicação não é simplesmente “o tendão não cicatrizou”.
A técnica precisa preservar estruturas que continuarão transmitindo extensão. Liberação excessiva ou desequilíbrio pode produzir déficit proximal ou deformidade em botoeira. Por isso, nomear o procedimento não dispensa atenção às bandas laterais e ao plano de acesso.
Reabilitação e proteção seguem o procedimento e a estabilidade obtida. Mobilização imediata irrestrita não é uma regra universal. A alternativa D descreve o ato central da operação.
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