Sobre as lesões pré-ganglionares do plexo braquial, assinale a alternativa correta.
- Os tecidos que “ancoram” C8-T1 ao forame vertebral são mais fortes que os de C5-C6.
- Cabeça virada para o lado da lesão, pode estar associada à atrofia da musculatura paraespinhal, sinal sugestivo de lesão pré-ganglionar.
- O sinal de Horner, caracterizado por miose, ptose e enoftalmia, ocorre por interrupção do fluxo parassimpático e é sugestivo de lesão pré-ganglionar.
- Ausência de dor à percussão supraclavicular do lado lesado pode ser um sinal sugestivo de lesão pré- ganglionar.
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Conceito-chave
Lesão pré-ganglionar ocorre proximalmente ao gânglio da raiz dorsal, como na avulsão radicular. A raiz perde continuidade com a medula, mas o corpo neuronal sensitivo pode permanecer ligado ao segmento periférico. Por isso, potenciais sensitivos podem persistir apesar de perda de sensibilidade.
Lesão pós-ganglionar pode formar um neuroma distal que produz Tinel à percussão. Na avulsão, ausência de dor ou Tinel supraclavicular pode ser sugestiva, como propõe D, mas não confirma o diagnóstico sozinha. História, padrão clínico, eletrodiagnóstico e imagem precisam convergir.
Horner relaciona-se à interrupção simpática, sobretudo no contexto de raízes inferiores, não parassimpática. Atrofia ou desnervação de músculos paravertebrais pode apoiar localização radicular; a posição da cabeça descrita na alternativa não é uma regra diagnóstica.
A localização muda a reconstrução: uma raiz avulsionada não oferece um coto proximal utilizável como uma ruptura distal. Transferências nervosas podem ser necessárias conforme motores doadores e alvos disponíveis.
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