No tratamento da hiperssupinação do antebraço na paralisia obstétrica, assinale a alternativa que apresenta a transferência tendínea que auxilia o vetor pronação.
- Extensor ulnar do carpo para extensor radial longo do carpo.
- Flexor superficial do dedo médio para extensor comum dos dedos.
- Bíceps para o m. braquial.
- Pronador quadrado para membrana interóssea.
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Conceito-chave
A deformidade em supinação da paralisia obstétrica reflete desequilíbrio muscular e, com o tempo, retração estrutural. O bíceps preservado ou recuperado pode exercer um vetor supinador importante quando os pronadores estão fracos. Primeiro é necessário distinguir deformidade flexível de contratura fixa.
Transferir a inserção do bíceps para o braquial pode reduzir seu efeito supinador e manter participação na flexão do cotovelo. A lógica é retirar um vetor que sustenta o desequilíbrio. Isso auxilia a posição em pronação, mas não equivale a criar um pronador ativo normal.
Outras técnicas podem redirecionar o bíceps para produzir um vetor pronador, conforme a anatomia e a flexibilidade. Nas deformidades fixas, liberação ou osteotomia podem ser necessárias; nenhuma transferência corrige automaticamente uma rotação que já não é obtida passivamente.
A escolha exige testar motores, amplitudes e função global do membro. Corrigir posição sem considerar flexão do cotovelo, punho e mão pode trocar uma limitação por outra. C é a única opção que aborda o vetor do bíceps relacionado à supinação.
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