Nas fraturas do colo do quinto metacarpiano, é correto afirmar:
- Uma angulação da fratura maior do que 45 graus sugere tratamento cirúrgico.
- Quando realizada a fixação intramedular com parafuso, o mesmo deve ser passado de modo anterógrado para não violar a superfície articular.
- Na presença de “pseudogarra” ao exame físico, o tratamento cirúrgico é o mais indicado.
- Se realizada a manobra de Jahss de modo efetivo, o dedo mínimo deve ser imobilizado na posição da manobra para manutenção da redução.
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Conceito-chave
A pseudogarra traduz desequilíbrio funcional provocado pela angulação do metacarpo. Quando a fratura consolida com ápice dorsal, a cabeça fica desviada para volar. Para estender o dedo, ocorre hiperextensão compensatória da metacarpofalângica (MCF) e flexão da interfalângica proximal (IFP). A postura lembra uma garra, mas o mecanismo aqui nasce do alinhamento ósseo, sem exigir uma paralisia nervosa.
O resumo do Rockwood & Green, 10ª edição, capítulo 45, considera pseudogarra uma indicação de correção cirúrgica. A escolha não depende apenas de um ângulo isolado: rotação, encurtamento, função e capacidade de manter alinhamento também importam. No colo do quinto, os autores toleram até cerca de 50° se não houver outros critérios, graças à mobilidade da sua CMC.
A manobra de Jahss pode ajudar a reduzir a cabeça usando a falange proximal como alavanca, com MCF e IFP fletidas. Essa posição temporária de redução não deve ser mantida automaticamente na imobilização prolongada. A proteção intrínseca plus deixa as MCF fletidas e as interfalângicas em extensão, para reduzir risco de contratura.
Leia “Pseudogarra”, na seção dos metacarpos do resumo da Biblioteca, relacionando direção da cabeça, compensação articular e indicação de tratamento.
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