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Questão de Microcirurgia e retalhos livres (USP-SP 2025)

Mão e punhoMicrocirurgia e retalhos livresUSP-SP 2025

Em pacientes apresentando feridas extensas que necessitam de um retalho de grandes dimensões, pode-se lançar mão do retalho:

  1. Lateral do braço associado ao retalho perfurante da artéria toracodorsal, nutrido por ramo da artéria braquial profunda.
  2. Grande dorsal associado as três primeiras indentações do músculo serrátil anterior, nutridos pela artéria toracodorsal ramo da artéria subescapular.
  3. Lateral do braço associado ao retalho perfurante da artéria toracodorsal, nutrido por ramo da artéria colateral radial posterior.
  4. Grande dorsal associado as três últimas indentações do músculo serrátil anterior, nutridos pela artéria toracodorsal, ramo da artéria subescapular.
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Gabarito: D · Grande dorsal associado as três últimas indentações do músculo serrátil anterior, nutridos pela artéria toracodorsal, ramo da artéria subescapular.

Conceito-chave

Um retalho combinado permite transferir componentes diferentes ligados a um mesmo sistema vascular. Isso é útil quando o defeito exige grande superfície ou volume. O desenho precisa respeitar as ramificações reais do pedículo; dois retalhos próximos no corpo não compartilham automaticamente a mesma irrigação.

O sistema subescapular origina a artéria toracodorsal, que irriga o grande dorsal e fornece ramos relacionados à porção inferior do serrátil anterior. Assim, o grande dorsal pode ser associado às últimas indentações do serrátil numa configuração vascular comum. Esse é o conjunto descrito em D.

ComponenteRelação vascular útil
Grande dorsalArtéria toracodorsal
Porção inferior do serrátil anteriorRamos que podem ser integrados ao sistema toracodorsal
Lateral do braçoSistema da braquial profunda e colaterais radiais
Perfurante toracodorsalPerfurantes do sistema toracodorsal

A associação proposta com o lateral do braço mistura árvores vasculares distintas. É possível utilizar mais de um retalho ou mais de uma anastomose numa reconstrução complexa, mas isso não os transforma numa única unidade nutrida pela braquial profunda ou pela colateral radial posterior.

A colheita deve preservar a função da área doadora. No serrátil, é importante proteger o nervo torácico longo e evitar perda muscular desnecessária que favoreça instabilidade escapular. O grande dorsal também tem função motora e potencial uso em outras reconstruções.

A escolha do conjunto considera tamanho do defeito, necessidade de cobertura fina ou de preenchimento, vasos receptores e morbidade. “Grande retalho” não é suficiente como plano: o pedículo precisa alcançar o receptor e manter todos os componentes viáveis.

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