Segundo Duran, a excursão necessária no protocolo pós-operatório da lesão de tendão flexor necessária para evitar aderências restritivas é de
- 3 a 5 mm.
- 1 a 3 mm.
- 7 a 9 mm.
- 5 a 7 mm.
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Conceito-chave
Duran e Houser mostraram que 3 a 5 mm de deslizamento do tendão flexor reparado bastam para evitar aderências restritivas. Esse número fundamentou o protocolo de mobilização passiva controlada.
O protocolo de Duran (passivo)
- órtese dorsal com punho em leve flexão, MF em flexão e interfalângicas livres para extensão até a órtese;
- flexão e extensão passivas isoladas da IFD e da IFP, várias vezes ao dia: a extensão passiva da IFD com a IFP fletida move o profundo cerca de 3 a 5 mm, separando-o do superficial; a da IFP move os dois tendões em relação à bainha;
- sem contração ativa nas primeiras semanas.
Os protocolos de reabilitação flexora, comparados
| Protocolo | Princípio | Observação |
|---|---|---|
| Imobilização | Gesso por 3 a 4 semanas | Reservado a crianças pequenas e não colaborativos; mais aderências |
| Duran (passivo) | Flexão e extensão passivas controladas | Base do conceito de 3 a 5 mm |
| Kleinert | Extensão ativa contra elásticos, flexão passiva pelos elásticos | Risco de contratura da IFP |
| Ativo precoce (Belfast, Sheffield, "place and hold", protocolo de Saint John) | Flexão ativa protegida desde os primeiros dias | Exige reparo forte (4 a 6 passadas); melhores resultados de movimento, com ruptura baixa |
Hoje, com suturas mais resistentes, os protocolos de movimento ativo precoce são os mais usados, mas a ideia de que poucos milímetros de deslizamento já previnem as aderências continua sendo a base de todos eles.
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