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Questão de Lesões dos tendões flexores (PUC-SP 2022)

Mão e punhoLesões dos tendões flexoresPUC-SP 2022

Segundo Duran, a excursão necessária no protocolo pós-operatório da lesão de tendão flexor necessária para evitar aderências restritivas é de

  1. 3 a 5 mm.
  2. 1 a 3 mm.
  3. 7 a 9 mm.
  4. 5 a 7 mm.
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Gabarito: A · 3 a 5 mm.

Conceito-chave

Duran e Houser mostraram que 3 a 5 mm de deslizamento do tendão flexor reparado bastam para evitar aderências restritivas. Esse número fundamentou o protocolo de mobilização passiva controlada.

O protocolo de Duran (passivo)

  • órtese dorsal com punho em leve flexão, MF em flexão e interfalângicas livres para extensão até a órtese;
  • flexão e extensão passivas isoladas da IFD e da IFP, várias vezes ao dia: a extensão passiva da IFD com a IFP fletida move o profundo cerca de 3 a 5 mm, separando-o do superficial; a da IFP move os dois tendões em relação à bainha;
  • sem contração ativa nas primeiras semanas.

Os protocolos de reabilitação flexora, comparados

ProtocoloPrincípioObservação
ImobilizaçãoGesso por 3 a 4 semanasReservado a crianças pequenas e não colaborativos; mais aderências
Duran (passivo)Flexão e extensão passivas controladasBase do conceito de 3 a 5 mm
KleinertExtensão ativa contra elásticos, flexão passiva pelos elásticosRisco de contratura da IFP
Ativo precoce (Belfast, Sheffield, "place and hold", protocolo de Saint John)Flexão ativa protegida desde os primeiros diasExige reparo forte (4 a 6 passadas); melhores resultados de movimento, com ruptura baixa

Hoje, com suturas mais resistentes, os protocolos de movimento ativo precoce são os mais usados, mas a ideia de que poucos milímetros de deslizamento já previnem as aderências continua sendo a base de todos eles.

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