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Questão de Fraturas dos metacarpos e falanges (UFG 2021)

Mão e punhoFraturas dos metacarpos e falangesUFG 2021

Em relação às fraturas de falange distal, sabe-se que as fraturas

  1. da tuberosidade por esmagamento se mantém estáveis pela placa ungueal.
  2. da diáfise têm ação deformante do tendão flexor.
  3. por cisalhamento se comportam como as do tipo avulsão.
  4. da tuberosidade, onde o osso é esponjoso, não ocorre pseudartrose.
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Gabarito: A · da tuberosidade por esmagamento se mantém estáveis pela placa ungueal.

Conceito-chave

A falange distal é, segundo o Rockwood and Green (10ª ed., cap. 45), o osso mais fraturado do corpo. E é também um osso com uma particularidade: ele não fica sozinho. Por cima tem a unha, por baixo a polpa, e é essa vizinhança que explica como cada tipo de fratura se comporta.

As partes do osso e quem se prende a cada uma. A falange distal divide-se em tufo (a ponta alargada), diáfise e base. Na base dorsal se insere o tendão extensor terminal; na base volar, o flexor profundo, no quinto proximal do osso. O tufo e a diáfise, portanto, ficam distais a todas as inserções tendíneas: nenhum tendão puxa esses fragmentos.

O tufo e a unha. O tufo quebra por esmagamento (porta de carro, martelo), quase sempre com lesão da polpa e do leito ungueal. Como nenhum tendão o puxa, o que segura os fragmentos são as partes moles e, sobretudo, a unha, apoiada sobre o leito como uma tala natural. Fratura fechada e alinhada vai para tala da IFD por 4 a 6 semanas. Na fratura exposta, sutura-se o leito ungueal e recoloca-se a unha sob a prega: ela estabiliza a fratura e mantém a prega aberta. Desnível ou diástase pedem fio.

A pseudartrose existe. O tufo é osso esponjoso, mas não está livre da pseudartrose: ela acontece, e quase nunca dá sintoma. Num estudo, o único fator de pseudartrose foi a diástase do foco.

A base é outra história. Ali os tendões mandam: a base dorsal é o martelo ósseo (extensor terminal), a volar é a avulsão do flexor profundo (jersey), e a fratura epifisária de Seymour é instável porque o extensor puxa a epífise e o flexor puxa o fragmento distal.

No resumo de fraturas da mão, a seção da falange distal traz a figura com todos os padrões.

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