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Questão de Tenossinovite de De Quervain (UFG 2020)

Mão e punhoTenossinovite de De QuervainUFG 2020

Na doença de Quervain,

  1. não há prevalência sobre sexos, depende de ocupação.
  2. o tendão do abdutor longo é medial ao extensor curto.
  3. as infiltrações com esteroides têm pouco efeito terapêutico.
  4. a presença de tendões anômalos é achado comum.
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Gabarito: D · a presença de tendões anômalos é achado comum.

Conceito-chave

O primeiro compartimento extensor. Fica sobre o processo estiloide do rádio e contém dois tendões: o abdutor longo do polegar (ALP), mais volar e radial, e o extensor curto do polegar (ECP), mais dorsal e ulnar. Eles formam a borda volar da tabaqueira anatômica. Na tenossinovite de De Quervain, o retináculo do compartimento se espessa e os tendões passam a deslizar com atrito, causando dor no estiloide radial ao mover o polegar e desviar o punho para o lado ulnar.

Epidemiologia. É bem mais comum em mulheres, numa proporção de várias para cada homem, especialmente entre 30 e 50 anos, no fim da gravidez e no pós-parto (mães que seguram o bebê com o polegar abduzido). Atividades com desvio ulnar repetido do punho e uso do polegar contribuem.

Variações anatômicas são a regra.

  • O ALP tem frequentemente várias bandeletas (duas, três ou mais).
  • Em muitas pessoas há um septo que divide o compartimento em dois túneis, separando o ECP do ALP. Esse septo é mais frequente em quem tem a doença.
  • O ECP pode estar ausente ou ser muito fino.

Essas variações explicam falhas de tratamento: a infiltração pode atingir só um dos túneis, e a cirurgia que não abre o subcompartimento do ECP deixa a dor.

Tratamento.

OpçãoComentário
Órtese de punho e polegarAlivia, especialmente associada a outras medidas
Infiltração de corticoideMuito eficaz, resolvendo a maioria dos casos com uma ou duas aplicações
Liberação cirúrgicaPara falha do tratamento conservador; abrir todos os subcompartimentos e proteger o ramo superficial do radial

Na cirurgia, a liberação é feita pelo lado dorsal do retináculo, deixando a parte volar para evitar que os tendões subluxem para volar. O ramo superficial do nervo radial cruza a área e, se lesado, pode causar neuroma doloroso.

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