Na moléstia de Preiser, a alteração do formato do escafoide, que pode estar fragmentado, é classificada por Herbert como:
- Tipo I.
- Tipo II.
- Tipo III.
- Tipo IV.
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Conceito-chave
O que é a doença de Preiser? É a osteonecrose do escafoide sem fratura prévia, descrita por Georg Preiser em 1910, no mesmo ano em que Kienböck descreveu a necrose do semilunar. É rara. A causa é desconhecida, mas o terreno é conhecido: o escafoide recebe a maior parte do sangue por ramos da artéria radial que entram pela crista dorsal, na cintura e no polo distal, e o fluxo para o polo proximal é retrógrado, de distal para proximal. Esse polo, quase todo coberto de cartilagem, depende de vasos intraósseos e fica vulnerável. Alguns pacientes têm fatores associados a osteonecrose, como corticoide, quimioterapia, álcool, lúpus ou microtraumas repetidos, mas muitos casos são idiopáticos.
Como se apresenta? Dor no punho radial e dorsal, sem trauma relevante, com redução de movimento e de força. No início, a radiografia é normal e a ressonância mostra edema ou ausência de sinal de medula viável. Com a progressão, o polo proximal se torna denso, depois fragmenta, o escafoide perde a forma e o carpo colapsa, levando a artrose em padrão semelhante ao do colapso por pseudartrose do escafoide.
Classificação radiográfica de Herbert e Lanzetta (1994). Acompanha essa progressão e orienta o tratamento.
| Estágio | Achado | Interpretação |
|---|---|---|
| I | Radiografia normal; cintilografia ou ressonância alteradas | Fase precoce, osso ainda com forma normal |
| II | Aumento de densidade do polo proximal (esclerose) | Necrose estabelecida, sem deformidade |
| III | Fragmentação do polo proximal, com ou sem fratura patológica; alteração do formato | O escafoide perde a integridade estrutural |
| IV | Colapso do carpo e artrose | Doença degenerativa estabelecida |
A ressonância também é classificada, por Kalainov: tipo 1, necrose de todo o escafoide, com pior prognóstico; tipo 2, necrose parcial, geralmente do polo proximal, com melhor evolução.
Tratamento conforme o estágio. Nas fases iniciais, imobilização, retirada de fatores de risco e, se não houver melhora, perfuração ou descompressão e enxerto ósseo vascularizado (do rádio distal, como o 1,2 ICSRA, ou livre do côndilo femoral medial). Com fragmentação, o enxerto ainda pode ser tentado se a cartilagem estiver boa; caso contrário, opções de salvamento como excisão do escafoide com artrodese dos quatro cantos ou carpectomia proximal. Na artrose, as cirurgias de salvamento são a regra.
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